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PF prende empresário ligado a corretora em desdobramento da Lava Jato

João Paulo é funcionário da corretora Advalor, citada em esquema de desvios no RJ

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Joao Paulo chegando a Polícia Federal (Foto: Christiano Pinho)

Cerca de 5 milhões de reais foram sonegados ao longo de cinco anos pelo executivo João Paulo Júlio de Pinho Lopes, preso pela Polícia Federal nesta sexta feira (10). A investigação apontou que o acusado usou empresas próprias ou ligadas à família dele para lavar dinheiro.

O empresário teve a prisão preventiva decretada pelo juiz federal Marcelo Bretas, atendendo a um pedido do Ministério Público Federal.

A atuação de João Paulo Lopes foi revelada por meio de uma deleação premiada do ex-subsecretário de turismo Luiz Carlos Velloso, alvo de uma operação da PF por fazer parte de um esquema de corrupção nas obras da linha 4 do metrô do Rio. Segundo o depoimento de Velloso, o executivo assumiu o lugar do pai, Miguel Julio Lopes, que é sócio da corretora Advalor Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, na operação de repasses de propina a agentes públicos.

Miguel, que há cerca de dois anos mora em Portugal, chegou a ser alvo de buscas e apreensões, suspeito de enviar parte das remessas para contas ligadas ao esquema no exterior, em outro desdobramento da Lava Jato no ano passado.

João Paulo Lopes foi preso na residência onde mora, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Foram cumpridas ainda buscas e apreensões em três empresas ligadas ao executivo.

Ainda de acordo com o procurador, a prisão não foi suficiente para desarticular o uso dessas empresas como uma espécie ia de armazenadoras de propina. Marcelo Bretas autorizou o pedido do MPF de bloqueio de mais de R$ 13 milhões e 500 mil de contas do acusado e das companhias. Na operação foram apreendidos apenas documentos, passaportes e comprovantes bancários.

A Policia Federal prendeu nesta manhã João Paulo Júlio de Pinho Lopes, funcionário da corretora Advalor Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. Ele teve a prisão decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da Sétima Vara Federal Criminal do Estado, em um desdobramento da Lava Jato.

João Paulo Lopes foi preso na residência onde mora, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. A PF e o Ministério Público Federal ainda não deram detalhes sobre a operação de hoje.

No ano passado, o alvo da ação chegou a prestar depoimento por videoconferência ao juiz Sérgio Moro, como testemunha no âmbito da Operação Paralelo, que apurou o uso da corretora Advalor como intermediária de propina paga a funcionários da Petrobras por empreiteiras.

Na época, buscas chegaram a ser feitas em endereços ligados a Miguel Júlio Lopes, um dos sócios da empresa e pai de João Paulo. Miguel era apontado pelos investigadores como o responsável por enviar parte da verba para contas ligadas ao esquema no exterior.

Por Christiano Pinho e Clara Nery, às 10/08/2018 - 10:06

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