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Obras para construção da Usina Angra 3 estão paradas desde 2015

Tribunal de Contas da União alega que são necessários R$ 15 bilhões para finalizar o projeto

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A previsão era que a usina entrasse em operação em 2017 (Foto: Eletronuclear)

As contrapartidas socioambientais pela construção da usina nuclear Angra 3, firmadas pela Eletronuclear com os municípios de Angra dos Reis, na Costa Verde, Paraty e Rio Claro, ambos no Sul Fluminense, não estão sendo executadas por falta de recursos.

As obras para construção da usina estão paradas desde 2015 porque as receitas estão cortadas. A previsão para entrada em operação era em 2017. Segundo um relatório do Tribunal de Contas da União, são necessários R$ 15 bilhões para finalizar o projeto, ou R$ 12 bilhões para encerrar.

O contrato de empréstimo acordado com o BNDES e com a Caixa Econômica Federal foi firmado com base em tarifa futura de venda de energia, que na época foi calculado em R$ 224 por mega watts hora. Mas o valor está defasado, como explica o presidente da Associação Brasileira para Desenvolvimento Atividades Nucleares, Celso Cunha.

Somente ao BNDES são pagos R$ 30 milhões mensais pelo empréstimo. A partir de julho, a Eletronuclear começa a pagar a Caixa Econômica. Por ano, são gastos aproximadamente R$ 750 milhões para manter o canteiro de obras, que geraria 9 mil empregos, e pagar as parcelas do empréstimo.

Mesmo ciente do problema, o impasse continua porque o Ministério de Minas e Energia não colocou em pauta em discussão para definir a nova tarifa e renegociar os valores.

O Ministério de Minas e Energia não se pronunciou sobre o caso.

Por Michael Verissimo, às 04/06/2018 - 17:49

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