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Mortes de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes completam seis meses - Editoriais - Band News FM
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Mortes de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes completam seis meses

Na noite do dia 14 de março, mais de dez tiros atingiram o carro onde estavam

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O Gabinete de Intervenção Federal espera solucionar o caso até o fim deste ano (Foto: Agência Brasil)

Desde o assassinato de Marielle Franco, a viúva Mônica Benício participa de eventos para reforçar as bandeiras defendidas pela vereadora: o combate ao racismo e à violência, em especial contra mulheres e jovens. No próximo dia 20, ela vai para o Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, denunciar a demora nas investigações do crime. Na noite do dia 14 de março, mais de dez tiros atingiram o carro onde estavam Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.

Eles foram mortos no bairro do Estácio, na Região Central do Rio. As execuções repercutiram no noticiário de vários países. A viúva do motorista Anderson, Ágatha Reis, tenta se adaptar à nova realidade. Há seis meses, uma pergunta segue sem resposta: "Quem matou Marielle?".

A diretora Executiva da Anistia no Brasil, Jurema Werneck, critica o silêncio das autoridades. O assassinato de Marielle motivou uma série de protestos e homenagens. Entre as autoridades... Desencontros. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungamann, chegou a pedir a federalização da investigação. O Ministério Público do Rio reagiu, e disse não haver motivos para mudanças nas investigações, que contam com a participação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do MP.

O ex-porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal, coronel Roberto Itamar, concorda com a decisão da Promotoria. Até agora, a possibilidade de crime político, com envolvimento de braços da milícia, é a principal linha de investigação. Não está descartada a participação da cúpula da Assembleia Legislativa nos assassinatos.

Companheiro de partido e mentor político da vereadora, o deputado Marcelo Freixo fala sobre os riscos à democracia diante da ausência de respostas para o crime. O cientista político Ricardo Ismael comenta os impactos da morte da quinta vereadora mais votada do Rio na última eleição municipal, em 2016. Apontado como o chefe da milícia que atua em Curicica, na Zona Oeste da Capital Fluminense, Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando de Curicica, chegou a ser apontado como um dos mandantes do crime, mas negou envolvimento.

Ao longo das investigações, o suspeito foi transferido para um presídio de segurança máxima no Rio Grande do Norte. O Gabinete de Intervenção Federal espera solucionar o caso até o fim deste ano, quando termina a intervenção federal no Rio de Janeiro.

Ouça a reportagem completa clicando no player de áudio.

Por Luiza Muttoni, às 14/09/2018 - 11:31

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