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Jorge Picciani teria recebido R$ 58 milhões de propina da Fetranspor

O MPF aponta que o parlamentar multiplicou seus patrimônios inúmeras vezes

Picciani foi alvo de condução coercitiva. (Foto: Agência Brasil)

Principal alvo da Operação Cadeia Velha, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani, recebeu mais de R$ 58 milhões de propina entre 2010 e 2015, por parte da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado, de acordo com a força-tarefa da Lava Jato, no Rio. O Ministério Público Federal pediu à Justiça o bloqueio de mais de R$ 150 milhões das contas do parlamentar como forma de tentar compensar o rombo nos cofres públicos.

Picciani foi alvo de condução coercitiva, ao lado dos também deputados estaduais do PMDB, Edson Albertassi, líder do governo na Alerj, e Paulo Melo, além da esposa de Albertassi, Alice Brizzola. O MPF também determinou o bloqueio dos bens de Melo e Albertassi, sendo mais de R$ 100 milhões do primeiro e R$ 8 milhões do segundo.

Segundo a Procuradoria Regional da Republica os parlamentares usavam os cargos públicos na Alerj para beneficiar empresas de transporte do estado, recebendo propina em troca. Ainda nesta semana, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região deve analisar se vai determinar a prisão preventiva dos investigados. A intenção da Procuradoria era prende-los nesta terça-feira (14), mas como possuem licença prévia da Alerj a decisão precisaria passar por um crivo dos deputados.

O empresário Jacob Barata Filho, conhecido como Rei do Ônibus, e o ex-presidente da Federação das Empresas de Transporte do Estado Lelis Teixeira foram presos preventivamente. Eles haviam sido soltos em agosto por determinação do STF, 1 mês após terem sido presos na Operação Ponto final. No total foram expedidos 10 mandados de prisão, sendo 4 temporárias. Uma delas é contra o filho de Picciani, Felipe Picciani, que comanda os negócios da família na agropecuária.

O MPF aponta que Jorge Picciani e Paulo Melo multiplicaram seus patrimônios inúmeras vezes e não à toa trabalhavam com gado, pois é um mercado onde a fiscalização para evitar a lavagem de dinheiro é falha. Em nota, a defesa de Jacob Barata afirma que vai tentar restabelecer a decisão anterior do Supremo para que ele responda em liberdade. Já Jorge Picciani afirma que a prisão de seu filho serviu apenas para atingi-lo e a considerou uma covardia. O deputado Paulo Melo se coloca à disposição da Justiça e diz que não tem nada a esconder de sua vida política.

Por Christiano Pinho e Cesar Cavalcante, às 14/11/2017 - 16:02

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