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Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros pede exoneração do cargo - Editoriais - Band News FM
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Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros pede exoneração do cargo

Alguns dos detidos não vão para o Grupamento Especial Prisional por falta de vagas

Coronel Ronaldo Alcântara pediu exoneração do cargo (Foto: REPRODUÇÃO / CORPO DE BOMBEIROS)

O Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, coronel Ronaldo Alcântara, pediu exoneração do cargo. O pedido, feito nesta terça-feira (12) ao governador Luiz Fernando Pezão, ocorre após deflagração da operação Ingenium, do Ministério Público, que prendeu 32 agentes acusados de cobrar propina para liberar alvarás de estabelecimentos. Entre os espaços, está o estádio Giulite Coutinho, que recebeu partidas do Fluminense no Brasileirão.

Alguns dos detidos não vão para o Grupamento Especial Prisional, como normalmente ocorre, por falta de vagas. Eles vão ser encaminhados para o quartel do Comando-Geral, para ficar em um local restrito. A informação foi confirmada pela corporação após denúncia de uma fonte da BandNews FM.

Quatro pessoas são consideradas foragidas. Também foram cumpridos 67 mandados de busca e apreendidos R$300 mil reais. De acordo com a delegada Renata Araújo, superintendente da CGU, eventos com grande quantidade de pessoas foram liberados com irregularidades, como jogos de futebol.

Há a suspeita de que, pelo menos, 20 empresas tenham participado do esquema. O superintendente do Corpo de Bombeiros na Corregedoria-Geral Unificada, coronel José Ricardo Garcia de Freitas, diz que as acusações envergonham a corporação.

Os presos vão ser indiciados por organização criminosa, cuja pena varia de 3 a 8 anos, podendo ser agravada pelo fato de envolver agentes públicos. Uma segunda investigação já está em andamento para apurar crimes de lavagem de dinheiro e corrupção. 

Em nota, o Fluminense disse que jamais se valeu de práticas ilegais e nem se utilizou de vantagens indevidas com qualquer órgão público.

Por Marcus Sadok, às 12/09/2017 - 21:30

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