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Beija-Flor apresenta enredo marcado por críticas políticas, sociais e religiosas

A escola de Nilópolis encerrou os desfiles na Sapucaí

Um pedido de paz em meio a violência no Rio de Janeiro (Foto: Vinícius Fernandes)

O Carnaval deste ano na Marquês de Sapucaí foi marcado por criticas diretas aos políticos. O grande destaque da segunda noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval carioca foi a Beija-Flor de Nilópolis. A escola da Baixada Fluminense trouxe para a Avenida alegorias teatralizadas que mostravam a realidade do cotidiano fluminense.

O grande destaque foi o terceiro carro chamado de “O Abandono”. Para onde se olhava para a alegoria tinha mostras da triste realidade vivida pelos cariocas: arrastão, tiroteio em escola, policiais mortos, traficantes fortemente armados e agentes penitenciários em greve. 

O carnavalesco Cid Carvalho, que faz parte da comissão de Carnaval da Beija-Flor ficou satisfeito com o resultado da mensagem passada. Além do protesto por conta da violência, a escola trouxe reflexão sobre intolerância religiosa, social e contra políticos corruptos. O episódio denominado "Farra dos Guardanapos, envolvendo o ex-governador Sérgio Cabral também estava presente.

A azul e branco é uma das favoritas ao título do Carnaval carioca de 2018, segundo análise do comentarista da BandNews FM, Bruno Fillipo.

Além da Beija-Flor, a Paraíso do Tuiuti e a Mangueira também criticaram políticos. Na Tuiuti, um vampiro veio vestido com uma faixa presidencial e coberto de dinheiro em uma alegoria, num setor que fazia criticas a atual situação politica no Brasil. O presidente da Câmera dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que os protestos fazem parte da democracia. 

Ja a Mangueira trouxe um enredo com criticas ao corte de verba para o Carnaval carioca. Em uma das alegorias o prefeito Marcelo Crivella veio como um Judas, da tradicional malhação de Judas e com uma frase “Prefeito, pecado é não brincar o Carnaval”

Por Marcus Lacerda e Vinícius Fernandes, às 13/02/2018 - 06:18

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